Se você é desses que adora realizar pequenos reparos em casa ou fazer instalações, com certeza conhece as buchas. Elas são elementos de fixação muito usados junto aos parafusos, brocas e furadeiras para instalar suportes de televisão, estantes, quadros e outros objetos. Mas você sabia que existem duas categorias diferentes? São as buchas químicas e as plásticas: nós vamos explicar direitinho como cada uma funciona para que você saiba escolher qual é melhor para o seu serviço.

Bucha química e bucha plástica: quais são as diferenças e para que servem?

Ao chegar na loja para escolher a bucha para a sua casa, você vai se deparar com uma grande quantidade de modelos. Apesar de terem a mesma função, cada versão corresponde a uma finalidade e, principalmente, um material diferente. Existem dois pontos que precisam ser considerados antes de escolher entre a bucha química e a bucha plástica: saiba qual será o local de fixação (tijolos ocos ou maciços, blocos de concreto, forro de gesso, alvenaria ou drywall) e o peso da carga que a bucha e o parafuso irão receber. Existe até mesmo um terceiro tipo: a bucha metálica, também conhecida como parabolt. Ela é composta por uma porca, uma rosca e uma cápsula, que parece uma "camisa". A medida que você vai apertando o parafuso, essa camisa se expande e, dessa forma, é fixada ao furo. Mas hoje nós vamos nos ater aos dois tipos mais comuns e te ensinar a decidir entre eles.

Como usar uma bucha comum ou química: aprenda os segredos da fixação

Buchas plásticas: são os modelos mais convencionais e encontrados em abundância nas lojas de material de construção, obras e reformas. Elas podem ser de nylon, polietileno, polipropileno ou aço, também conhecido como chumbador parabolt. Ela pode ser vista em vários formatos e tipos diferentes.

Como usar uma bucha comum ou química: aprenda os segredos da fixação

Buchas químicas: indicadas para aplicações pesadas, como de toldos, a fixação é alcançada a partir de uma reação química em conjunto com a barra roscada. Essa versão consiste em uma resina que é colocada na perfuração com o auxílio de uma pistola aplicadora comum. Ela oferece uma resistência, fixação e flexibilidade maior que as comuns. Por isso, é indicada para materiais como tijolos, cimentos, pedra natural, rocha e cimento poroso. Outra vantagem é que, caso você tenha feito um furo maior que o necessário, você pode usar a mistura para corrigir a imperfeição.

E, se você ainda estiver na dúvida sobre qual bucha usar no trabalho que está fazendo, a Leroy Merlin conta com um sistema de cores em seus produtos que vai tornar muito mais fácil essa identificação. Dá uma olhada no mapa da mina abaixo:

Como usar uma bucha plástica ou química

Saiba como usar as duas versões de bucha

Agora que você já sabe as diferenças entre a bucha plástica e a química, é hora de entender como elas são usadas! Ambas são bem fáceis de serem manuseadas e a boa notícia é que você mesmo pode usar aí na sua casa, sempre tomando o cuidado necessário e garantindo a sua segurança com os equipamentos de proteção individual.

Para inserir a bucha plástica, você precisa equiparar o diâmetro dela com o da broca usada na sua furadeira. Isso é bem simples: se na bucha está escrito 3mm, você deve utilizar uma broca de 3mm para perfurar a parede. Depois, basta você realizar o furo com o auxílio da furadeira, inserir a bucha, colocar o parafuso e se certificar de que ele está bem firme! Já a versão química, você vai começar realizando a perfuração na superfície escolhida. Em seguida, limpe bem o furo - aqui, você pode usar uma escovinha ou um cotonote para limpar direitinho e, depois, um soprador. O próximo passo é inserir a bucha química — mas, fique atento, em alguns casos você pode precisar de uma camisa de injeção. A grande sacada é descartar os primeiros 10 cm de produto (até que a cor fique bem homogênea). Com a resina colocada, é hora de inserir o parafuso. Dê uma olhada nas recomendações do fabricante para saber o tempo de endurecimento, é importante respeitá-lo para que fique tudo bem fixado.