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Como escolher a tinta certa?
Para economizar na pintura, e definir a opção certa para cada ambiente, é preciso conhecer os tipos existentes e seus desempenhos

A pintura não é apenas um revestimento que embeleza a casa. Ela tem o importante papel de proteger paredes, janelas, portas, pisos e esquadrias contra a ação da umidade e insolação, além de permitir boa distribuição da luz. Para completar, a pintura também promove melhores condições de limpeza e higiene.

Para saber qual a tinta ou o efeito decorativo certo para cada ambiente, a Revista da Casa consultou a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), que aponta a qualidade de cada produto encontrado no mercado, dentro das necessidades para cada tipo de aplicação.

Antes de comprar a tinta que irá usar em sua reforma ou construção, o principal é saber qual será a sua utilização – exterior, interior, para pouca ou muita sujeira. Quando pesquisar preços, fique atento: a escolha deve sempre considerar a melhor durabilidade ofertada.

E na hora de escolher a cor da tinta, não esqueça que o serviço Centro de Cores da Leroy Merlin permite que você solte a imaginação e defina o tom que sempre desejou para a sua casa! Saiba mais.
Para as paredes, sejam elas de alvenaria ou drywall (gesso acartonado), as tintas látex são as mais comuns do mercado. “Independente do tipo da resina em sua constituição (acetato de polivinila, acrílica ou vinilacrílica), todas são à base de água e apresentam acabamentos fosco, acetinado e semibrilho, em ordem crescente de intensidade de brilho.
“O Programa Setorial da Qualidade para Tintas Imobiliárias, do Ministério das Cidades, que avalia e classifica tintas em Premium, Standard e Econômica, não as diferencia segundo o tipo de resina utilizada na fabricação, mas leva em conta itens de desempenho do produto, como estabilidade, cobertura, rendimento, aplicabilidade, secagem, resistência à abrasão e durabilidade”, explica Gisele Bonfim, supervisora-técnica da associação.
Tintas látex Premium e Standard são indicadas tanto para pintura de paredes externas quanto internas. “Já as Econômicas não são boas para paredes externas porque têm menor durabilidade”, alerta a supervisora técnica. “Com tintas látex é ainda possível pintar forros, pisos e fachadas”, diz. Basta escolher a qualidade certa para o lugar certo.
As famosas texturas, para uso interno e externo, também são à base de água e se enquadram na categoria das tintas látex. “O que as diferencia são seus acabamentos – rústico, liso, em forma de “X”, de meia-lua ou envelhecido”, enumera Gisele. São diversos “riscados” possíveis, de acordo com o tamanho dos grãos adicionados à mistura - que produzem aspecto texturado. “O fundo pode ser de uma cor e, a textura, por cima, de outra.”
Outros efeitos, dentro da categoria látex, são produzidos por géis, “antes somente envelhecedores, agora também para imitações de jeans, linho ou lousa”, diz Gisele Bonfim. “São também encontrados produtos específicos para paredes e forros de gesso – diferente do drywall.” Em outro truque interessante, quem quiser usar imãs na parede poderá, antes de aplicar a tinta, passar uma demão de fundo preparador ferroso.
Se o assunto são portas, janelas, esquadrias, rodapés e outras peças em madeira ou metal, são os esmaltes, de maior aderência, que entram em cena. Em sua maioria, esses produtos são à base de solvente orgânico (dissolvidos com aguarrás) e, portanto, de odor mais intenso. “Não só sua aderência é maior, como o brilho pode ser dobrado.”
Também nos acabamentos fosco, acetinado e brilhante (em ordem crescente de intensidade de brilho), esmaltes possuem cores mais intensas, e há variantes, como o efeito grafite: “É como pintar com um lápis preto”, compara a supervisora.
Para que a madeira mantenha seu aspecto mais natural, há os stains, que penetram o material, protegendo-o contra fungos e umidade. Já os vernizes formam um filme sobre a madeira nova: “Esses produtos são aplicáveis em interiores ou exteriores, incolores, mas podem também imitar mogno, cerejeira, imbuia e outras espécies”, diz Gisele.
As tintas do sistema epóxi, por fim, são esmaltes ainda mais resistentes à abrasão, suportam muitas lavagens e possuem a melhor aderência. Não podem ser utilizadas, no entanto, em ambientes externos, pois sofrem esfarelamento quando em constante contato com variação de sol e chuvas. “São usadas sobre azulejos, reboco ou concreto de banheiros e cozinhas, pisos cimentados, superfícies de madeira e ferrosas.”
Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati)
www.abrafati.com.br
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